O momento da fixação dos preços é crucial para a sobrevivência e prosperidade de um negócio. Cada empresa tem suas características e seu mercado, mas na hora de formar o preço é preciso levar em conta equações comuns da gestão financeira: custo do serviço/produto, despesas variáveis, despesas fixas e lucro líquido.

Formar um preço que garanta a perenidade e competitividade do negócio passa por um profundo conhecimento sobre sua atividade empresarial. Existem variados pontos de vista a respeito da administração do preço. Um deles é a prática de preços determinados pelo mercado, onde o empresário trata de acompanhar os preços da concorrência, ou ainda quando o próprio cliente é que determina o valor de compra de acordo com as opções de preços encontrados.

O outro ponto de vista preconiza que os preços devem ser elaborados baseados em cálculos econômicos em que o empresário utiliza-se de índices internos dos custos fixos e variáveis para garantir a margem de lucratividade desejada ao seu negócio.

Nos dois casos, existem prós e contras. Praticar preços de vendas acompanhando o mercado, pode não propiciar a margem de lucratividade desejada ou pior: pode resultar em prejuízos ou margens de lucro tão pequenas a ponto de desestimular a continuidade do negócio. Por outro lado, elaborar cálculos de preços almejando uma determinada margem de lucratividade, considerando os custos efetivos da empresa, pode resultar em preços muito elevados que desestimulem e comprometam o volume de vendas necessário e a presença do cliente na sua empresa.

Na verdade, é necessário saber planejar e definir seu preço de venda baseado em múltiplos fatores, considerando uma necessidade de competitividade de preços que lhe proporcione volume de negócios suficientes para atender a sua necessidade financeira.

Para ilustrar o assunto, gosto muito da analogia da composição do preço de venda com um guarda-roupa de quatro gavetas. Uma primeira gaveta é a aquela onde o empresário guarda os custos diretos para execução dos serviços ou fabricação de seus produtos. Envolve as despesas com os materiais consumidos, a previsão do tempo para o serviço, maquinários, desgaste dos equipamentos, serviços de manutenção.

A segunda gaveta é a dos custos fixos relacionados aos gastos com estrutura da empresa. Nela o empresário deve guardar os recursos para o pró-labore, manutenção da atividade, folha de pagamento, luz, água, aluguel e ainda os gastos que não acontecem todos os meses, mas que têm impacto direto no negócio, como 13º salário, renovação de seguros ou licenças de funcionamento.

A terceira gaveta refere-se aos impostos e comissões. Para ter uma clareza maior sobre essas despesas é importante o acompanhamento de seu contador bem como listar a comissão de todos os vendedores ou os percentuais pagos para quem contribui com as suas vendas.

E a última e talvez, mais importante gaveta é a da concorrência e competitividade. O empresário deve estar pronto para avaliar o custo da oportunidade em manter o seu negócio em funcionamento, contemplando seus investimentos, a rentabilidade e o retorno esperado no negócio. Essa gaveta normalmente é a que sofre mais influência do mercado.

Dependendo do quanto a empresa vem enchendo as três primeiras gavetas, caberá ao empresário um posicionamento e planejamento diferenciados com relação ao valor de lucro que se intenciona. Leia mais e comente no blog Lounge Empreendedor.

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3 Responses to Formação de preços

  1. Antonio Rondinele da Cruz says:

    Obridado

  2. Silvia Leticia da Silva Maia says:

    Fiz o meu cadastro no MEI e meu CNPJ e CCM foram emitidos normalmente. O meu CNPJ é meu alvará de funcionamento ? Se não , como posso ter meu alvará ?
    Eu mesmo posso fazer minha declaração no final do primeiro ano sem contador ?
    No meu primeiro mês de MEI não tipo movimentação de compra e venda , como faço no meu relatório mensal ?
    Obrigada

    • Mundo Sebrae says:

      Prezada Silvia Leticia da Silva Maia

      Ao formalizar a sua empresa como EI, você recebe um CNPJ e um Alvará Provisório. Para retirar o definitivo você deve procurar a Prefeitura da sua cidade. Este primeiro Alvará é gratuito por Lei. A partir do próximo ano, quando for renovar, terá que pagar a taxa local.

      A Declaração Anual é feita on line, como já acontece com o imposto de renda, direto no site da Receita Federal (http://www8.receita.fazenda.gov.br/SimplesNacional/mei/default.asp).

      O seu relatório mensal neste caso fica zerado e você deve anexar o comprovante do DAS quitado e guardar por 05 anos. No próximo mês quando já tiver compras e vendas você deve anexar as notas fiscais de compra e de venda quando estas forem emitidas.

      Sucesso
      Mundo Sebrae

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