Cada departamento de uma empresa deve funcionar como a engrenagem de um relógio. Basta uma engrenagem fora de ritmo e o desempenho será afetado. Podem existir engrenagens maiores e menores, mas todas são importantes para o resultado final. Desta forma, sócios de um empreendimento devem ter conhecimentos complementares, para que todas as áreas da gestão tenham um bom desempenho.
Vamos utilizar como exemplo uma empresa fictícia gerida por dois especialistas em estratégia comercial e com anos de experiência em vendas. Por uma questão óbvia, sempre que pensarem estrategicamente poderá haver uma atenção menor à gestão financeira ou da produção.
Um velho bordão afirma que “o gado só engorda sob os olhos do dono”. Pois bem, se um dos sócios não estiver diretamente ligado ao processo produtivo, possivelmente teremos problemas como atraso na entrega, retrabalho, reprocesso, produtos fora das especificações do pedido, etc.
Todos estes problemas acarretam prejuízo financeiro e principalmente prejudicam a satisfação e posterior fidelização do cliente.
Seguindo o exemplo da nossa empresa fictícia, a má gestão financeira também compromete significativamente o negócio.
Aumentar por sucessivos meses o faturamento é um sonho agradável, porém seu destino será selado se vender abaixo do custo por ignorância financeira. Este erro é mais comum do que se pode imaginar.
Manter na ponta do lápis o controle de custos fixos, variáveis, fluxo de caixa e respeitar o pró-labore são tarefas básicas para a sobrevivência do negócio. Sem a gestão financeira adequada, a empresa pode fechar as portas vendendo um produto de qualidade, com preço competitivo, alto faturamento e clientes satisfeitos. É como ter a galinha dos ovos de ouro e matá-la de fome.
Até aqui falamos apenas de duas engrenagens desse relógio chamado empreendimento. A engrenagem “pessoas”, por exemplo, merece um artigo dedicado somente a ela, tão importante que é para o funcionamento do negócio. Não há equipe que resista a um clima organizacional ruim ou trabalhando sem as condições mínimas para o alcance das metas. Não se luta numa guerra com uma espadinha de brinquedo.
A empresa exemplo que utilizamos aqui poderia ter outras configurações de sociedade e o problema poderia ser a gestão comercial. O importante é perceber que os controles operacional e tático do negócio precisam ser partilhados entre sócios com conhecimentos complementares, assim as decisões estratégicas terão maior assertividade. Ninguém é bom em tudo. Associe-se a quem é muito bom naquilo que você tem dificuldades.
Leia mais e comente este artigo de Marco Antonio Murara no Blog Sebrae Pernambuco.
















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Tenho uma fundição há 13 anos com inúmeras peças para decoração e mobiliário. Desempenho sem dificuldade os setores de criação, administração da produção e de pessoal, mas os setores comercial e financeiro ficam a desejar, pois fico a mercer da procura do cliente, sem foco comercial. gostaria de saber como posso achar um investidor com assessoria comercial. São produtos muito bem aceitos no mercado, mas as pessoas/lojas precisam saber que eles existem.
Prezada Carla,
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