A cada 100 Empreendedores Individuais (EI) formalizados em todo o país, 36% atuam no setor de serviços. A participação dos EI neste setor é maior do que a das micro e pequenas empresas (MPE), de 28%.
Os dados fazem parte do estudo do Sebrae sobre o Empreendedor Individual, categoria de empresários que fatura até R$ 5 mil por mês e que deverá chegar a 4 milhões de inscritos até 2014. O levantamento foi divulgado no dia 2 de agosto, em São Paulo.
No último ano, o número de EI que prestam serviços de estética registrou crescimento de 132%, o maior percentual entre as dez principais atividades desenvolvidas pela categoria. Outros serviços também tiveram formalizações expressivas no período, como cabeleireiros (82%), lanchonetes (79%), bares (77%) e reparação de computadores (61%).
Das cinco atividades mais procuradas pelos empreendedores individuais, quatro são do setor de serviços: venda de roupas (10,4%), cabeleireiros (7,3%), lanchonetes (2,9%) e mercearias (2,6%).
“Muitas atividades classificadas como indústria são próximas do setor de serviços, como marceneiros, soldadores, montador de móveis, instalador de máquinas e equipamentos industriais, entre outras”, reforçou o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.
Ao se compararem os dados do Empreendedor Individual com os de micro e pequenas empresas, a pesquisa mostra que, em geral, o EI está distribuído de forma mais equilibrada entre os setores, com participação expressiva no comércio (39%), na indústria (17%) e construção civil (8%). Já as MPE se concentram principalmente no comércio (56%).
Formalização
O estudo, realizado entre março e abril de 2012, mostra o perfil desse novo empreendedor brasileiro. Foram ouvidas 11,5 mil pessoas em todas as capitais e em municípios de médio e pequeno porte no País. Até a conclusão da pesquisa, o total de EI no Brasil era de cerca de 2,1 milhões. Hoje, este número está em torno de 2,5 milhões. A análise levou em consideração também os dados fornecidos pela Receita Federal até o dia 30 de abril de 2012.
Empreendedor Individual (EI) é o regime de formalização de trabalhadores por conta própria, com uma receita bruta de até R$ 60 mil por ano. Para ser um empreendedor individual, o trabalhador pode ter apenas um empregado contratado e não pode ter participação em outra empresa como sócio ou titular.
Entre as vantagens oferecidas por essa figura jurídica está o registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), que facilita a abertura de conta bancária e permite a emissão de notas fiscais. Com a formalização, o empreendedor passa a contribuir com cerca de R$ 35 mensais para a Previdência Social e assim tem acesso a benefícios como aposentadoria, auxílio-maternidade, auxílio-doença, entre outros.
No total, 471 atividades possibilitam o registro como empreendedor individual. A lista completa de ocupações pode ser acessada no Portal do Empreendedor.
Veja mais notícias sobre o EI na Agência Sebrae de Notícias.
















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